sexta-feira, 25 de julho de 2014
O Batismo
Está chegando o dia...
Bem, deixo aqui registrado quão é grande a minha emoção e alegria de iniciar no dia 28/07/2014 o meu 1º dia de aula no curso de PSICOLOGIA.
Sabe o que mais me incentiva escrever aqui? É porque daqui 5 anos quando eu estiver terminando eu quero poder reler esse texto que hoje escrevo e perceber o que me acompanhou, quais as sensações que se tornaram sentimentos e quais as sensações que o vento dissipou. Quero ser objeto de estudo de mim mesma.
Pra muitos uma graduação é apenas um titulo, uma obrigação que a sociedade exige. Eu tbm pensava assim. Hoje vejo nessa graduação a oportunidade de descobrir um grande tesouro. Me sinto como que um pirata em companhia de companheiros adentrando num barco pirata e indo em busca do tesouro perdido. Só que a navegação não será pelos sete mares, será no meu mundo estelar.
Desde a oficial matricula até a data de hoje fui inundada por uma torrencial de acontecimentos. Sem que eu pudesse entender num primeiro momento, esses me levaram do frenesi ao choro incontrolável, me fazendo viver em exatamente um mês momentos que pareciam uma eternidade.
Situações que eu achava que já estavam sob o controle das minhas emoções, mas não estavam. E a cada situação o meu objetivo me fazia forte e fraca. Fraca porque a cada situação eu me reconhecia um pouco mais nua, despida de tantas certezas. Forte porque a cada fraqueza eu mirava o meu objetivo e humildemente seguia o trajeto. Isso faz lembrar o meu batismo!
Quando batizada eu era um bebê de 3 meses tendo em minha liderança meus pais e padrinhos. Me deram uma veste branca e me disseram que eu deveria trilhar a vida sem que mancha alguma a sujasse, me deram uma vela como símbolo de luz na minha jornada e sobre a minha cabeça jogaram água dizendo que ali nascia um alma cristã.
Esse "batismo" que agora fui submetida não me deram veste, ao contrário, arrancaram todas as roupas da minha alma. Não me foi dado nenhuma vela, descobri que dentro de mim existe uma luz tão incandescente que poderá me conduzir por caminhos surpreendentes. E sobre a água, essa não foi um pouquinho no alto da cabeça, fui afogada. Foi um batismo que durou um mês!
O que afogou?
Um eu imaturo, mesquinho, mimado, astuto, prepotente. Emergindo então uma criatura leve, convicta que todas as verdades são verdades e que todos os caminhos são caminhos. Nasceu alguém! Quem sabe daqui um tempo esse se afogue tbm, mas a cada afogamento um novo nascimento.
Atravessarei o portal. Pra cá do portal uma Suellen batizada na lei dos homens, pra lá do portal uma Suellen batizada na lei natural da vida.
Deus é tão... tão... Que palavra alguma o descreve. Querer descreve-lo é limita-lo à nossa pobre consciência, prender um pássaro em uma gaiola.
Não quero dizer que Deus não esteja nas leis dos homens, eu quero dizer que ELE está muito, mas muito além dessas estéreis leis. Eu tenho vivido e sentindo isso a cada nova etapa.
Quando o cerco fechar, quando a tempestade chegar, não pense que está perdido. É nesse momento que Deus estará promovendo o nosso batismo.
Não há como não temer, inclusive temer faz parte do processo, nos dignifica e nos concede humildade.
Quando a emersão acontecer, e acredite - sempre acontece - algo bom e verdadeiro nascerá.
Ahh, um detalhe... Esse "batismo" não se pode agendar, esse ritual é da natureza, é do Poder Supremo. Quando acontecer não terá como não identificar tal momento sagrado.
A GENTE SENTE!
sexta-feira, 27 de junho de 2014
A ALEGRIA EM FORMA DE PORTAL
Dia 27/06/2014 às 9:41 inicio essa escrita...
Começo falando de ALEGRIA. Uma Alegria diferente de todas as que já senti, ela não é entusiasta, não é eufórica, não é insegura, não é utópica. Essa alegria é firme, é consistente, chega até ser silenciosa mas emocionante.
Esse sentimento tem simbolicamente a forma de um portal.
Estava eu andando em um labirinto e depois de tanta procura por uma saída eis que encontro um pórtico, não consigo ver e nem mensurar o que enfrentarei do lado de lá, só sinto alegria de ter encontrado o inicio de uma fase.
Sou convidada nesse momento a diluir-me, eis me a condição exigida para adentrar no portal.
Banhar-me despida de trajes em águas purificadoras
Já faz um tempo que tenho vivido um momento de crisálida. Resolvi percorrer meu labirinto na solidão, pensar, refletir, não buscar bases alheias para gerar comparações e então tomar decisões. Procurei e continuarei eternamente a buscar pela minha base, minha voz, meu coração. O resultado é fantástico; estou eu diante deste indescritível momento. Momento de se jogar nesse liquido diluídor e emergir limpa para atravessar o portal.
Já me contaram que essas águas afogam o que não é realmente verdadeiro, confesso uma pontinha de receio por não saber o que vai emergir, ou se vai emergir.
O sombrio do desapego me acompanhou nessa primeira fase toda, e parece que me acompanhará na segunda também.
O que muda e me dá um toque de confiança é porque agora quem está e liderar o caminho é alguém mais sábio que o meu eu, continua sendo eu, mas um "EU" muito mais amplo.
Hoje é um dia em minha vida muito marcado pela presença da Felicidade!
Aos que me lêem, e quase não conseguem me entender por conta das minhas analogias malucas, peço desculpas. Confesso que nem eu muitas vezes me entendo e só analogando que eu me acho... hahaha, mas em palavras mais objetivas eu deixo uma mensagem...
Cor - é um termo do latim que significa CORAÇÃO. Quando dizemos vamos dar mais cor em nossa vida, quer dizer de fato: Vamos dar mais coração à nossa vida, dar mais espaço para seus sábios conselhos.
Coragem - também deriva de Cor "Coração", a fonte da coragem é o coração. Corajoso é aquele que age com o mestre interno.
Agir com o coração é um desafio para nossa racionalidade, mas acredite, é nele e com ele que está o verdadeiro sentido que buscamos nessa vida.
Deixe ele falar, ele tem várias formas pra isso... Sonhos, intuições, fantasias, projeções.
Se permita, mesmo achando loucura!
É verdade que para isso se faz necessário uma crisálida, suas falas são tão minuciosas que captar sua transmissão num mundo como o nosso, é quase impossível. Há, e ele tbm não disputa posição, não faz estardalhaço para ganhar atenção. Se preferir ouvir outra coisa ele silencia sem mágoas, mas não insiste.
Ouvi-lo exige disposição e sacrifício!
Começo falando de ALEGRIA. Uma Alegria diferente de todas as que já senti, ela não é entusiasta, não é eufórica, não é insegura, não é utópica. Essa alegria é firme, é consistente, chega até ser silenciosa mas emocionante.
Esse sentimento tem simbolicamente a forma de um portal.
Estava eu andando em um labirinto e depois de tanta procura por uma saída eis que encontro um pórtico, não consigo ver e nem mensurar o que enfrentarei do lado de lá, só sinto alegria de ter encontrado o inicio de uma fase.
Sou convidada nesse momento a diluir-me, eis me a condição exigida para adentrar no portal.
Banhar-me despida de trajes em águas purificadoras
" A imersão na água simboliza um retorno ao estado que procedeu a forma , uma total regeneração, um novo nascimento, porque imersão significa uma dissolução de formas, uma reintegração à condição informe que precede a existência, de igual maneira, emergir da água é uma repetição do ato da criação em que a forma foi expressa pela primeira vez" Eliade, Patterns in Comparative Religion"
Já faz um tempo que tenho vivido um momento de crisálida. Resolvi percorrer meu labirinto na solidão, pensar, refletir, não buscar bases alheias para gerar comparações e então tomar decisões. Procurei e continuarei eternamente a buscar pela minha base, minha voz, meu coração. O resultado é fantástico; estou eu diante deste indescritível momento. Momento de se jogar nesse liquido diluídor e emergir limpa para atravessar o portal.
Já me contaram que essas águas afogam o que não é realmente verdadeiro, confesso uma pontinha de receio por não saber o que vai emergir, ou se vai emergir.
O sombrio do desapego me acompanhou nessa primeira fase toda, e parece que me acompanhará na segunda também.
O que muda e me dá um toque de confiança é porque agora quem está e liderar o caminho é alguém mais sábio que o meu eu, continua sendo eu, mas um "EU" muito mais amplo.
Hoje é um dia em minha vida muito marcado pela presença da Felicidade!
Aos que me lêem, e quase não conseguem me entender por conta das minhas analogias malucas, peço desculpas. Confesso que nem eu muitas vezes me entendo e só analogando que eu me acho... hahaha, mas em palavras mais objetivas eu deixo uma mensagem...
Cor - é um termo do latim que significa CORAÇÃO. Quando dizemos vamos dar mais cor em nossa vida, quer dizer de fato: Vamos dar mais coração à nossa vida, dar mais espaço para seus sábios conselhos.
Coragem - também deriva de Cor "Coração", a fonte da coragem é o coração. Corajoso é aquele que age com o mestre interno.
Agir com o coração é um desafio para nossa racionalidade, mas acredite, é nele e com ele que está o verdadeiro sentido que buscamos nessa vida.
Deixe ele falar, ele tem várias formas pra isso... Sonhos, intuições, fantasias, projeções.
Se permita, mesmo achando loucura!
É verdade que para isso se faz necessário uma crisálida, suas falas são tão minuciosas que captar sua transmissão num mundo como o nosso, é quase impossível. Há, e ele tbm não disputa posição, não faz estardalhaço para ganhar atenção. Se preferir ouvir outra coisa ele silencia sem mágoas, mas não insiste.
Ouvi-lo exige disposição e sacrifício!
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Providenciando o funeral
Ainda estes dias eu dialogava com uma grande amiga citando que a forma educativa de nosso PAI SUPREMO é de uma genialidade tão profunda que duvido encontrar no homem uma criação educacional psicopedagógica semelhante em nossa sociedade e mundo, e vou embasar o porque;
Quando eu comecei a ser inserida na cultura de minha família, do meio onde participo, refiro-me a 1º infância, muita coisa começou a soar estranho. O que posso citar como a mais impactante e turva à minha consciência na época era sobre imagem que ensinaram de Deus.
Quero deixar bem claro que não estou a render criticas aos meus pais e familiares, vejam, eu disse "inserida na cultura", cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, linguísticas, e comportamentais de um povo ou civilização. Precisamos entender que não somos vitimas de uma educação errada de nossos pais, é preciso isenta-los de nossos traumas, eles são apenas representações legais de uma civilização a nos inserir nessa tal civilização. Eu faço aqui a analogia que eles são a serpente que nos induz ao fruto proibido e logo a expulsão do paraíso.
Nossa, já posso imaginar que se alguém chegar a ler isso, vai entortar o nariz para mim e dizer: A Suellen está dizendo que nossos Pais é o demônio?
Viu só como a imagem de Deus nos ensinada é turva. Porque a serpente precisa ser vista como do mal? Porque a expulsão do paraíso é o pior das mazelas? Porque Deus foi e é tão radical?
Era isso que não entendia muito bem até poucos dias atrás. Se Deus é amor porque expulsou? Se Deus é misericórdia porque castiga? Se Deus tudo sabe porque deixa sofrer?
E por mais que as mais diversas religiões tente de todas as formas explicar, sublimar, esperançar, ficam frestas que continuam a passar dúvidas, porque religiões são feitas por homens e logo dão mostras que o homem não é representante de Deus (Falsos deuses)
Em quanto quisermos entender a mente de Deus através da mente humana mais longe estaremos DELE. Nosso Pai Amado não é para ser entendido e sim para ser sentido. O conhecimento racional nos afasta de Deus e nesse ponto que o insight me estala!
***Tudo o que estou a escrever aqui não é baseado em teorias e sim na minha prática de vida. Não estou a fazer discurso, estou apenas transcrevendo a minha atual vivencia, deixando registrado. Porque? Porque se cultura é um conjunto de manifestações diversas de um povo, eu sei que a minha contribuição, por mais que singela, contribui para a metamorfose de nossa civilização. Ahhh, se soubéssemos quanta força tem nossa individualidade!!! ***
Pois bem, minha vivencia tem me feito sentir e entender de forma profunda que Deus quer nosso desligamento D'ele, Ele quer que desenvolvamos nosso conhecimento racional, por isso nossos pais são a serpente a nos conduzir a ir em busca do mundo. Somos instigados a construir um perfil, nossa ocupação, nossa formação, nossa posição social, nossa visualização pro mundo, mesma que seja de mendigo, andarilho, não importa, precisamos construir um perfil, igual Facebook, sabe? Vc precisa se apresentar de alguma forma, caso contrário será um inoperante. Ora, se nascemos na terra é pra ser um terráqueo. Se fosse pra "ser nada" não teríamos nascido. E quanto mais consistente vai ficando nosso perfil mais longe de Deus vamos ficando, quanto mais forte é a nossa personalidade mais fraco é o nosso sentir de Deus, apesar de termos a convicta certeza que personalidade forte e perfil consistente é sinonimo de inteligência e sabedoria.
***Eu fico imaginando Deus muito feliz com esse afastamento, Ele deve dizer: Esse é meu garato(a), está ficando no ponto pra iniciar o retorno pra casa. Logo de tão maduro vai despencar da árvore e aí sim estará bom para a colheita***
Deus Maldoso? Não! Ele não nos quer igual a zumbi em seu redor, o seguindo por seguir, o adorando, o exaltando apenas com o intuito de que nos livre do mal. ELE nos quer por inteiro, quer a nossa decisão mais profunda e enérgica. Ele nos quer humilde para que então conscientes aceitemos o SEU HABITAR em nós.
E então, no auge de nossa fortaleza nos faz sentir medo, insegurança, ter dúvidas, e não refiro de coisas banais, me refiro a algo que nos ameace a enfraquecer nossa personalidade, a falsear a estabilidade de nosso perfil, que ameace nosso despencar da árvore como fruto podre.
Não adianta lutar contra a natureza, vamos despencar!
Bendito seja esse despencamento!!!
E voltamos pra Terra, e viramos húmus (não estou falando de morte) estou me referindo em se estatelar, se arrebentar no chão, cair na terra e virar terra.
Aqui, neste momento, entendemos a educação divina e profunda de nosso PAI, até nos estrebuchamos um pouco antes de nos rendermos, mas logo entendemos e aceitamos ser húmus, ser terra, aceitamos estar com ELE , e só então humilidificados viramos semente e florescemos .
(Lembra da parábola do filho pródigo?)
Em resumo, Deus precisa que construamos nossos castelos de areia, precisa que façamos nosso perfis no facebooks da vida, precisa que participemos do mundo, ELE precisa que de tão maduros nos estatelemos no chão...
DEUS incentiva nossa expulsão, torce pela nossa aventura humana, deseja nossa morte e ALEGRA-SE com o nosso funeral. Ele sabe que é a única forma de nos voltarmos verdadeiramente pra ELE e estar com ELE.
E aqui no solo do meu mundo interior, igual a fruto podre, despretensiosa de tudo que já fiz e construi até aqui, sentindo o dilacerar dos vermes que devoram minha carne podre, ME SINTO FELIZ.Sinto que algo vai morrer, já está morrendo, já iniciei o processo funerário do morto para que muito em breve algo novo e verdadeiramente divino comece a florescer!
sexta-feira, 9 de maio de 2014
O Paradoxo do nosso tempo não é um inimigo, apenas será se não tomarmos consciência dele!
Não é preciso romper com o meio que se vive, desde que o mundo não te dissocie de vc mesmo. Se isso chegar acontecer, e se sabe quando isso acontece por conta de uma canseira que é NÃO é física, se ajunte, se remonte, se comungue, e só então reata novamente com o mundo.
O mundo só será melhor quando as criaturas que o habitam não forem repartidas ao meio.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Filosofando e comungando...
Como esse espaço se trata de um diário, lá vai mais um acontecimento meu que pode ser publicado. Sim, porque tem alguns que não podem... rsrs
Como desejo que as minhas vivencias possam inspirar aos que por aqui passam!
No dia 23/04 eu vou ao centro da minha cidade em busca de mais um livro indicado pela minha caríssima analista, porém mal sabia eu que a busca por esse livro me levaria a encontrar bem mais do que um titulo. (Na verdade, não voltei com um livro, voltei com três)
Eu aproveitei meu horário de almoço. Sai do meu escritório ao 12:00 hrs e peguei o ônibus. Gosto de andar de ônibus! Ando tanto de carro por conta do meu trabalho que quando posso mudar não titubeio.
Ao adentrar dentro do ônibus lembrei de uma Suellen adolescente que estudava num colégio chamado Lamenha Lins. Eu pegava todos os dias o mesmo ônibus no mesmo horário, sempre com uma mochila nas costas, alguns livros na mãos e muitos sonhos no coração.
Puxei pela memória e tentei me lembrar, que sonhos eram? Quais deles ainda permanecem latentes depois de 14 anos? Quais eu realizei? Quais ainda me esperam para serem realizados? Quais morreram por não terem sidos regados?
O que aquela Suellen deixou de herança para essa atual? O que eu devo àquela Suellen juvenil?
Chego ao meu destino, desço do ônibus e sinto fome. Antes de ir ao endereço do sebo lembro de um gosto, de um paladar todo marcado por lembranças. Procuro pela lanchonete onde quando criança minha mãe me levava para comer X Salada e suco de laranja., longe de ser um Madero, mas me alimentou como tal. Ali sentada naquela mesinha vendo o corre-corre das pessoas pude viajar até minha infância, meu jeito infantil e mais uma vez não pude evitar as perguntas... O que devo aquela Suellen? O que dela é responsabilidade hoje? Quais eram os sonhos daquela consciência infantil?
Ao pagar a conta no caixa, vi babaloo no baleiro... Nossaaaa, a quanto tempo não sinto o gosto daquele caldinho que se mistura àquela goma! E então, senti.
Saí mascando babaloo e subitamente lembrei da minhã mãe dizendo: "Masca de boca fechada menina, senão vai parecer uma vaca ruminando" kkkkk Sabe que já me peguei falando quase as mesmas palavras para o meu filho?!
Quantos vernizes passado nesse tábua crua que já fui!
Chego no sebo, compro os livros e volto de ônibus lendo um livrinho pequenino do Nietzshe "O livro do Filosofo". Me deparo com o seguinte trecho;
"Quando se atinge o aprimoramento da vida, cessará o filosofar? Não, é então que somente que começa o verdadeiro filosofar. O Juízo sobre a existência é revelar mais a respeito, pois tem diante dele o acabamento relativo, todos os véus da arte e todas as ilusões."
Longe de me achar no aprimoramento da minha vida, mas ao ler essas belas palavras me senti lisonjeada por estar sendo amparada pelo ilustríssimo Nietzshe.
Às vezes me sinto uma boba, pois essa vontade de falar, de rever, de se questionar, de se aprofundar, de reflexionar, de tudo virar motivo para publicação me faz sentir piegas, desajeitada a um mundo que tem pressa, que não tem tempo para isso, não tem tempo para mim...
E aí mais uma vez lembrei-me que quando criança, minha brincadeira preferida era escrever cartinhas, cartões para todos da família, fazer livrinhos... Quando adolescente era preencher meus diários, fazer cadernos de poesias... Cresci! E por eu não ter tempo pra mim me perdi. Perdi o hábito de filosofar. Sinto que aos poucos estou reencontrando, ou ainda, ela está me buscando.
Esse trecho do livro do filosofo acendeu em mim uma força, uma certeza.
A cada momento de nossas vidas é preciso ser revelado mais a respeito, pois diante do novo momento é possível conscientizar-se de nossa história, de nossa origem, de nossa missão nessa terra. A cada novo momento existem "grandes efeitos das coisas muitas pequenas".
No dia 25/04 eu sonho em estar comprando um doce de banana que tem a forma de uma hóstia, quase uma lua em noite de céu aberto...
Aquela imagem não me saia da cabeça, até que um pensamento murmurou-me : Comungue-se!
Comunhão: Comum + união. "Ato de realizar ou desenvolver alguma coisa em conjunto/ Harmonia no modo de sentir, pensar, agir, identificação: Comunhão de pensamentos"
Penso que hoje, 17 anos depois da minha 1º comunhão, aquela realizada em celebração solene, estou a comungar do verdadeiro pão. Um pão que nutre, que uni, que harmoniza, que em comum união junta, monta, estrutura, identifica.
ESTOU A COMUNGAR COMIGO, COM O UNIVERSO, COM A VIDA!
Demorei um bocado para vivenciar esse momento, esse despertar, procurei em tantas coisas essa "comum união"... Mas nada me trouxe tamanha numinosidade como esse "filosofar" esse conhecimento de mim que estou a buscar e a encontrar.
Se conselho fosse bom, não se daria vendia né?! Mas isso aqui não é conselho é apenas um filosofar... rsrsrs
Comungue-se de você! Para comungar de Cristo e de Deus é preciso sentir e entender o que querem de nós, quais seus pensamentos, suas essências e suas verdades. Como encontrar tudo isso? Somos um ostensório vivo. Deus está dentro de nós, basta nos entendermos e nos amarmos, logo estaremos a COMUNGAR DO PÃO VIVO. E nesse processo, a comum união com universo se faz.
Sabe o que é mais gostoso? Essa comunhão não tem fim, cada sabor é único, cada fim é um começo, cada degustar é eterno!
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Passagem!
Eu quero falar de passagem!
Algumas coisas me levam a esse assunto. Estou com uma semana que fiz a passagem dos meus 28 para 29 anos. Estamos nos aproximando da Páscoa, data que aprendi ainda na escola, ser uma passagem. E por fim, estou acompanhando a passagem do meu estimado avô para o momento, tão sagrado quanto o nascimento, a morte.
Minha escolarização foi em escola de freiras e por isso durante os 8 anos que lá estudei tive como matéria ensino religioso.Como eu gostava dessas aulas! Não, não ensinavam sobre a fé ou como ter fé, lá eu aprendi a história do homem em busca desta tal "fé". Nessa matéria teve uma história que prendeu minha atenção e que eu particularmente gosto muito, é a de Moisés e do povo hebreu em busca da terra prometida. Eu me lembro da minha professora Irmã Luci dizendo que essa história tinha uma essência, a passagem da escravidão para a liberdade. A mesma essência que nos leva ao entendimento da Páscoa Cristã, passagem da morte para a vida eterna.
Todo o contexto me fascinava, a história de vida de Moisés, a sua revolta contra o sistema, sua fuga para o deserto, a voz que queimava como fogo em salsa, a negociação para alforriar o povo, a fuga, a chegada à margem do mar vermelho, a travessia, os 40 anos pela busca. Me fascinou durante algum tempo pelo romance, pela fantasia, pelo tom de milagre que ecoava em meu ouvido. Hoje me fascina pela busca, pela luta, pela esperança, pela história, pela coragem.
Quando me refiro à fantasia, faço essa referencia porque eu resumia essa história da seguinte forma: Um povo sofredor e oprimido, um líder, um Deus e pronto. 40 anos depois chega-se a Jerusalém! Eu não conseguia mensurar as dificuldades, as lutas, os medos, as derrotas que foi preciso experimentar para tal enredo. Mas hoje, ao sentir na pele, ou melhor, na alma, a energia de uma passagem, uma parte de minha consciência nasceu!
Mesmo sendo oprimida, escrava, mesmo sendo subordinada a um "alguém" ou a si mesmo, existe uma espécie de zona de conforto, existe segurança, certeza. O preço é alto a se pagar mas é mais alto ainda o preço da liberdade, pois não há garantias, não há um ponto fixo e palpável a se esmerar. Quando se decide por tal, é preciso sentir algo muito maior a motivar e a liderar, assim como a voz que como fogo queimava em salsa para Moisés, caso contrário, a passagem nunca será concluída. Sempre se chegará a margem e ali ficará, à beira de si mesmo.
Pense em ir a uma viagem onde não se sabe qual a temperatura, o que se terá para comer e se terá algo para beber, se terá onde repousar... A única coisa que se sabe é que irá para ficar, não se pode voltar, não há volta. ***Nós mulheres certamente levaríamos umas 3 malas tamanho família de rodinhas, umas 5 nécessaires e bolsas trançadas sobre os ombros. Roupas para todas as situações, sapatos para as diversas eventualidades e claro, comidinhas. Tudo bem, levaríamos uma casa ambulante!*** Agora pense em andar kms e kms... Perderíamos os braços.

É preciso se despir de toda parafernália, de todo contexto, de tudo que soma. Só se faz a passagem quando se está nu, quando se está a mercê.
Hoje posso entender os cultos aos deuses de ouro daquele povo no deserto, como julgar? Pois se largar, se jogar ao nada, ao vazio, traz medo, insegurança. Eles precisavam de suas muletas psicológicas, assim como nós precisamos até hoje.
Neste momento, ALGO MAIOR me motiva, me lidera para tal passagem. Sinto já ter ido algumas vezes à margem do mar vermelho, mas ele não se abriu. Falta meu povo, falta gente da minha gente para a travessia. Preciso encontra-los para que o mar abra passagem ao meu coletivo singular. Já sinto uma ponta de receio... Não poder levar minha bagagem, minha soma, meus títulos, minhas vitória, confesso... Me desestrutura! Mas maior que o meu medo é o brilha que encanta os olhos, encontrar meu Povo! Quem são as criaturas que preciso juntar, reunir, plasmar a mim? Ou eu me plasmar a eles?
Mal posso esperar para encontra-los...
O meu avô? Ah, esse já está no deserto chegando próximo do destino. Acho que ele já pode avistar as muralhas.
Tenho acompanhado sua travessia e posso testemunhar sua luta para se encontrar onde se encontra. O seu semblante sereno e sua áurea iluminada exteriorizam que o que ele vê é lindo, é DIVINO.
Todos os povos, todas as criaturas, independente do tempo, sempre hão de buscar a liberdade. A Passagem e a peregrinação é fundamental, sem ela não há essência, não há individuação, não há transformação, não há unidade com a fonte SUPREMA.
Que a Páscoa , essa data tão simbólica, com tamanha energia, circule em mim, em você, a busca pela PASSAGEM.
Que a figura de Cristo seja o nosso maior exemplo de Peregrino a ser seguido!
Algumas coisas me levam a esse assunto. Estou com uma semana que fiz a passagem dos meus 28 para 29 anos. Estamos nos aproximando da Páscoa, data que aprendi ainda na escola, ser uma passagem. E por fim, estou acompanhando a passagem do meu estimado avô para o momento, tão sagrado quanto o nascimento, a morte.
Minha escolarização foi em escola de freiras e por isso durante os 8 anos que lá estudei tive como matéria ensino religioso.Como eu gostava dessas aulas! Não, não ensinavam sobre a fé ou como ter fé, lá eu aprendi a história do homem em busca desta tal "fé". Nessa matéria teve uma história que prendeu minha atenção e que eu particularmente gosto muito, é a de Moisés e do povo hebreu em busca da terra prometida. Eu me lembro da minha professora Irmã Luci dizendo que essa história tinha uma essência, a passagem da escravidão para a liberdade. A mesma essência que nos leva ao entendimento da Páscoa Cristã, passagem da morte para a vida eterna.
Todo o contexto me fascinava, a história de vida de Moisés, a sua revolta contra o sistema, sua fuga para o deserto, a voz que queimava como fogo em salsa, a negociação para alforriar o povo, a fuga, a chegada à margem do mar vermelho, a travessia, os 40 anos pela busca. Me fascinou durante algum tempo pelo romance, pela fantasia, pelo tom de milagre que ecoava em meu ouvido. Hoje me fascina pela busca, pela luta, pela esperança, pela história, pela coragem.
Quando me refiro à fantasia, faço essa referencia porque eu resumia essa história da seguinte forma: Um povo sofredor e oprimido, um líder, um Deus e pronto. 40 anos depois chega-se a Jerusalém! Eu não conseguia mensurar as dificuldades, as lutas, os medos, as derrotas que foi preciso experimentar para tal enredo. Mas hoje, ao sentir na pele, ou melhor, na alma, a energia de uma passagem, uma parte de minha consciência nasceu!
Mesmo sendo oprimida, escrava, mesmo sendo subordinada a um "alguém" ou a si mesmo, existe uma espécie de zona de conforto, existe segurança, certeza. O preço é alto a se pagar mas é mais alto ainda o preço da liberdade, pois não há garantias, não há um ponto fixo e palpável a se esmerar. Quando se decide por tal, é preciso sentir algo muito maior a motivar e a liderar, assim como a voz que como fogo queimava em salsa para Moisés, caso contrário, a passagem nunca será concluída. Sempre se chegará a margem e ali ficará, à beira de si mesmo.
Pense em ir a uma viagem onde não se sabe qual a temperatura, o que se terá para comer e se terá algo para beber, se terá onde repousar... A única coisa que se sabe é que irá para ficar, não se pode voltar, não há volta. ***Nós mulheres certamente levaríamos umas 3 malas tamanho família de rodinhas, umas 5 nécessaires e bolsas trançadas sobre os ombros. Roupas para todas as situações, sapatos para as diversas eventualidades e claro, comidinhas. Tudo bem, levaríamos uma casa ambulante!*** Agora pense em andar kms e kms... Perderíamos os braços.

É preciso se despir de toda parafernália, de todo contexto, de tudo que soma. Só se faz a passagem quando se está nu, quando se está a mercê.
Hoje posso entender os cultos aos deuses de ouro daquele povo no deserto, como julgar? Pois se largar, se jogar ao nada, ao vazio, traz medo, insegurança. Eles precisavam de suas muletas psicológicas, assim como nós precisamos até hoje.
Neste momento, ALGO MAIOR me motiva, me lidera para tal passagem. Sinto já ter ido algumas vezes à margem do mar vermelho, mas ele não se abriu. Falta meu povo, falta gente da minha gente para a travessia. Preciso encontra-los para que o mar abra passagem ao meu coletivo singular. Já sinto uma ponta de receio... Não poder levar minha bagagem, minha soma, meus títulos, minhas vitória, confesso... Me desestrutura! Mas maior que o meu medo é o brilha que encanta os olhos, encontrar meu Povo! Quem são as criaturas que preciso juntar, reunir, plasmar a mim? Ou eu me plasmar a eles?
Mal posso esperar para encontra-los...
O meu avô? Ah, esse já está no deserto chegando próximo do destino. Acho que ele já pode avistar as muralhas.
Tenho acompanhado sua travessia e posso testemunhar sua luta para se encontrar onde se encontra. O seu semblante sereno e sua áurea iluminada exteriorizam que o que ele vê é lindo, é DIVINO.
Todos os povos, todas as criaturas, independente do tempo, sempre hão de buscar a liberdade. A Passagem e a peregrinação é fundamental, sem ela não há essência, não há individuação, não há transformação, não há unidade com a fonte SUPREMA.
Que a Páscoa , essa data tão simbólica, com tamanha energia, circule em mim, em você, a busca pela PASSAGEM.
Que a figura de Cristo seja o nosso maior exemplo de Peregrino a ser seguido!
domingo, 6 de abril de 2014
Sequestrador
Alguns caminhos me trouxeram para algo que eu achava não precisar, ou melhor, que eu dizia que um dia procuraria, mas o faria por amor a essa ciência linda que é estudar a alma humana.
Pois bem, esse tempo chegou e no dia 8/03 estava eu sentada de frente a uma figura que mudaria um tanto o meu caminhar, ou para onde caminhar. Sim, estou fazendo analise! Mas repito, procurei por isso porque quero estudar, aprofundar conhecimentos... (Como sou uma boa caçadora de ilusões... rsrsrs)
Ora, qual outro motivo eu teria para ir à busca disso?!
Me conheço, sei que sou , conheço e tenho responsabilidade sobre todos os meus defeitos, das minhas virtudes então! Sou super reflexiva, tenho tudo internamente bem organizado. Sei para onde vou, onde quero chegar, tenho meus objetivos.
Outro motivo não teria, apenas estudar. Eu só queria ajuda técnica e especializada para resumir em poucas horas tudo o que se aprende em anos de estudo de psicologia.
Modesta eu né?!
Estou na indo para a 4º sessão, e... A casa caiu! Destelhei o meu telhado,
estou no relento sem certeza alguma.
Sei
lá, nem sei se deveria compartilhar algo assim, mas como o blog se chama diário
de uma vida em evolução, não hesitei. Me deu uma vontadinha de escutar, ou ler
um comentário camarada que só venha a confirmar: “ É assim mesmo, fica tranqüila!
Agora, sem falsa modéstia e nem maldade, uma espécie de sentimento me deixa tranqüila, não segura e muito mesmo convicta, mas tranquila, calma, em paz.
Imagine
que esses dias eu pude ser apresentada ao Seqüestrador. (Calma, não mudei o
assunto, ainda estou falando de mim, da minha loucura e da minha analise) Pois
então, falei com o seqüestrador. O Sequestrador não é uma figura ruim e nem má,
apenas seqüestra.
Eu
tinha e ainda tenho dentro de mim um personagem chamado Sequestrador. Ele me
disse que só faz isso, me seqüestra de mim mesmo, porque eu não me relaciono
bem comigo. Porque eu não me ouço, porque eu não me permito entender o que se
passa, então ele é obrigado a seqüestrar minha consciência, e agir, tomar a
frente da situação.
Loucura?
Também achei num primeiro momento, mas quando fui dando voz para essa figura,
pude compreender quantos de nós temos seqüestradores internos. Quer ver só?
Quando
agimos mediante a um padrão social, quando seguimos cegamente linhas traçadas
por conveniências, quando carregamos nossas caricaturas mediante ao mundo que
habitamos, estamos sendo seqüestrados.
Eu
questionei porque ele faz isso, e sabe qual foi a resposta? “Ora, não é vc que
gosta de estar a frente de tudo e de todos e que gosta de deter todos os
conhecimentos?! Se eu não lhe aprisionar vc não será essa imagem de força e audácia
que quer estampar.
O
Sequestrador é um aliado. Prende-me a margem de mim mesmo para que eu não pague
mico de me expor mediante ao mundo.
Quando
disse a ele que não queria mais ser refém e seqüestrada, se mostrou triste. E
hoje eu entendo porque, porque ele é um pedaço de mim que me protege e já
consegue mensurar que sofrerei a medida que eu realmente me deparar com a minha
sublime realidade.
Que
choque! Sou alguém que se permite ser seqüestrada, ser refém, porque não se conhece
em profundidade. Logo eu, tão certa e convicta de tudo...
Sabe,
me lembrei de Pedro, apostolo de Jesus, que disse ao nosso Mestre ainda em vida
terrena que estaria pronto para ser preso e morrer com o senhor. Jesus neste
episódio respondeu: “Eu digo a você, Pedro, que hoje mesmo, antes que o galo
cante, vc dirá três vezes que não me conhece.”
Jesus,
não era mágico e nem adivinho, apenas conhecedor profundo da psique humana,
sabia que Pedro era refém de um personagem austero.
O
que me alivia um pouco é saber que, agora, vou à busca de mim em passos lentos,
negociando de forma amigável meu resgate.
Aos que não desistiram do texto e chegaram até aqui informo: Como estou em negociação com o meu seqüestrador, ora ele me permitirá romper com o racional, ora seguirei sua refém seguindo os padrões. Se esse post soar a 1º opção, ficarei levemente empolgada, pois é sinônimo que a minha negociação comigo está surtindo efeitos.
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