sexta-feira, 2 de maio de 2014

Filosofando e comungando...

Como esse espaço se trata de um diário, lá vai mais um acontecimento meu que pode ser publicado. Sim, porque tem alguns que não podem... rsrs
Como desejo que as minhas vivencias possam inspirar aos que por aqui passam!

No dia 23/04 eu vou ao centro da minha cidade em busca de mais um livro indicado pela minha caríssima analista, porém mal sabia eu que a busca por esse livro me levaria a encontrar bem mais do que um titulo. (Na verdade, não voltei com um livro, voltei com três)

Eu aproveitei meu horário de almoço. Sai do meu escritório ao 12:00 hrs e peguei o ônibus. Gosto de andar de ônibus! Ando tanto de carro por conta do meu trabalho que quando posso mudar não titubeio.
Ao adentrar dentro do ônibus lembrei de uma Suellen adolescente que estudava num colégio chamado Lamenha Lins. Eu pegava todos os dias o mesmo ônibus no mesmo horário, sempre com uma mochila nas costas, alguns livros na mãos e muitos sonhos no coração. 
Puxei pela memória e tentei me lembrar, que sonhos eram? Quais deles ainda permanecem latentes depois de 14 anos? Quais eu realizei? Quais ainda me esperam para serem realizados? Quais morreram por não terem sidos regados? 
O que aquela Suellen deixou de herança para essa atual? O que eu devo àquela Suellen juvenil?

Chego ao meu destino, desço do ônibus e sinto fome. Antes de ir ao endereço do sebo lembro de um gosto, de um paladar todo marcado por lembranças. Procuro pela lanchonete onde quando criança minha mãe me levava para comer X Salada e suco de laranja., longe de ser um Madero, mas me alimentou como tal. Ali sentada naquela mesinha vendo o corre-corre das pessoas pude viajar até minha infância, meu jeito infantil e mais uma vez não pude evitar as perguntas... O que devo aquela Suellen? O que dela é responsabilidade hoje? Quais eram os sonhos daquela consciência infantil?

Ao pagar a conta no caixa, vi babaloo no baleiro... Nossaaaa, a quanto tempo não sinto o gosto daquele caldinho que se mistura àquela goma! E então, senti.
Saí mascando babaloo e subitamente lembrei da minhã mãe dizendo: "Masca de boca fechada menina, senão vai parecer uma vaca ruminando" kkkkk Sabe que já me peguei falando quase as mesmas palavras para o meu filho?!
Quantos vernizes passado nesse tábua crua que já fui!

Chego no sebo, compro os livros e volto de ônibus lendo um livrinho pequenino do Nietzshe "O livro do Filosofo". Me deparo com o seguinte trecho;
"Quando se atinge o aprimoramento da vida, cessará o filosofar? Não, é então que somente que começa o verdadeiro filosofar. O Juízo sobre a existência é revelar mais a respeito, pois tem diante dele o acabamento relativo, todos os véus da arte e todas as ilusões."

Longe de me achar no aprimoramento da minha vida, mas ao ler essas belas palavras me senti lisonjeada por estar sendo amparada pelo ilustríssimo Nietzshe.
Às vezes me sinto uma boba, pois essa vontade de falar, de rever, de se questionar, de se aprofundar, de reflexionar, de tudo virar motivo para publicação me faz sentir piegas, desajeitada a um mundo que tem pressa, que não tem tempo para isso, não tem tempo para mim... 
E aí mais uma vez lembrei-me que quando criança, minha brincadeira preferida era escrever cartinhas, cartões para todos da família, fazer livrinhos... Quando adolescente era preencher meus diários, fazer cadernos de poesias... Cresci! E por eu não ter tempo pra mim me perdi.  Perdi o hábito de filosofar. Sinto que aos poucos estou reencontrando, ou ainda, ela está me buscando.

Esse trecho do livro do filosofo acendeu em mim uma força, uma certeza.
A cada momento de nossas vidas é preciso ser revelado mais a respeito, pois diante do novo momento é possível conscientizar-se de nossa história, de nossa origem, de nossa missão nessa terra. A cada novo momento existem "grandes efeitos das coisas muitas pequenas".

No dia 25/04 eu sonho em estar comprando um doce de banana que tem a forma de uma hóstia, quase uma lua em noite de céu aberto...


Aquela imagem não me saia da cabeça, até que um pensamento murmurou-me : Comungue-se!






Comunhão: Comum + união. "Ato de realizar ou desenvolver alguma coisa em conjunto/ Harmonia no modo de sentir, pensar, agir, identificação: Comunhão de pensamentos"
Penso que hoje, 17 anos depois da minha 1º comunhão, aquela realizada em celebração solene, estou a comungar do verdadeiro pão. Um pão que nutre, que uni, que harmoniza, que em comum união junta, monta, estrutura, identifica. 
ESTOU A COMUNGAR COMIGO, COM O UNIVERSO, COM A VIDA!

Demorei um bocado para vivenciar esse momento, esse despertar, procurei em tantas coisas essa "comum união"... Mas nada me trouxe tamanha numinosidade como esse "filosofar" esse conhecimento de mim que estou a buscar e a encontrar.

Se conselho fosse bom, não se daria vendia né?! Mas isso aqui não é conselho é apenas um filosofar... rsrsrs
Comungue-se de você! Para comungar de Cristo e de Deus é preciso sentir e entender o que querem de nós, quais seus pensamentos, suas essências e suas verdades. Como encontrar tudo isso? Somos um ostensório vivo. Deus está dentro de nós, basta nos entendermos e nos amarmos, logo estaremos a COMUNGAR DO PÃO VIVO. E nesse processo, a comum união com universo se faz.
Sabe o que é mais gostoso? Essa comunhão não tem fim, cada sabor é único, cada fim é um começo, cada degustar é eterno!



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Passagem!

Eu quero falar de passagem!
Algumas coisas me levam a esse assunto. Estou com uma semana que fiz a passagem dos meus 28 para 29 anos. Estamos nos aproximando da Páscoa, data que aprendi ainda na escola, ser uma passagem. E por fim, estou acompanhando a passagem do meu estimado avô para o momento, tão sagrado quanto o nascimento, a morte.

Minha escolarização foi em escola de freiras e por isso durante os 8 anos que lá estudei tive como matéria ensino religioso.Como eu gostava dessas aulas! Não, não ensinavam sobre a fé ou como ter fé, lá eu aprendi a história do homem em busca desta tal "fé". Nessa matéria teve uma história que prendeu minha atenção e que eu particularmente gosto muito, é a de Moisés e do povo hebreu em busca da terra prometida. Eu me lembro da minha professora Irmã Luci dizendo que essa história tinha uma essência, a passagem da escravidão para a liberdade. A mesma essência que nos leva ao entendimento da Páscoa Cristã, passagem da morte para a vida eterna.
Todo o contexto me fascinava, a história de vida de Moisés, a sua revolta contra o sistema, sua fuga para o deserto, a voz que queimava como fogo em salsa, a negociação para alforriar o povo, a fuga, a chegada à margem do mar vermelho, a travessia, os 40 anos pela busca. Me fascinou durante algum tempo pelo romance, pela fantasia, pelo tom de milagre que ecoava em meu ouvido. Hoje me fascina pela busca, pela luta, pela esperança, pela história, pela coragem.
Quando me refiro à fantasia, faço essa referencia porque eu resumia essa história da seguinte forma: Um povo sofredor e oprimido, um líder, um Deus e pronto. 40 anos depois chega-se a Jerusalém! Eu não conseguia mensurar as dificuldades, as lutas, os medos, as derrotas que foi preciso experimentar para tal enredo. Mas hoje, ao sentir na pele, ou melhor, na alma, a energia de uma passagem, uma parte de minha consciência nasceu!

Mesmo sendo oprimida, escrava, mesmo sendo subordinada a um "alguém" ou a si mesmo, existe uma espécie de zona de conforto, existe segurança, certeza. O preço é alto a se pagar mas é mais alto ainda o preço da liberdade, pois não há garantias, não há um ponto fixo e palpável a se esmerar. Quando se decide por tal, é preciso sentir algo muito maior a motivar e a liderar, assim como a voz que como fogo queimava em salsa para Moisés, caso contrário, a passagem nunca será concluída. Sempre se chegará a margem e ali ficará, à beira de si mesmo.

Pense em ir a uma viagem onde não se sabe qual a temperatura, o que se terá para comer e se terá algo para beber, se terá onde repousar... A única coisa que se sabe é que irá para ficar, não se pode voltar, não há volta. ***Nós mulheres certamente levaríamos umas 3 malas tamanho família de rodinhas, umas 5 nécessaires e bolsas trançadas sobre os ombros. Roupas para todas as situações, sapatos para as diversas eventualidades e claro, comidinhas. Tudo bem, levaríamos uma casa ambulante!*** Agora pense em andar kms e kms... Perderíamos os braços.


É preciso se despir de toda parafernália, de todo contexto, de tudo que soma. Só se faz a passagem quando se está nu, quando se está a mercê.


Hoje posso entender os cultos aos deuses de ouro daquele povo no deserto, como julgar? Pois se largar, se jogar ao nada, ao vazio, traz medo, insegurança. Eles precisavam de suas muletas psicológicas, assim como nós precisamos até hoje.





Neste momento, ALGO MAIOR me motiva, me lidera para tal passagem. Sinto já ter ido algumas vezes à margem do mar vermelho, mas ele não se abriu. Falta meu povo, falta gente da minha gente para a travessia. Preciso encontra-los para que o mar abra passagem ao meu coletivo singular. Já sinto uma ponta de receio... Não poder levar minha bagagem, minha soma, meus títulos, minhas vitória, confesso... Me desestrutura! Mas maior que o meu medo é o brilha que encanta os olhos, encontrar meu Povo! Quem são as criaturas que preciso juntar, reunir, plasmar a mim? Ou eu me plasmar a eles?
Mal posso esperar para encontra-los...

O meu avô? Ah, esse já está no deserto chegando próximo do destino. Acho que ele já pode avistar as muralhas.
Tenho acompanhado sua travessia e posso testemunhar sua luta para se encontrar onde se encontra. O seu semblante sereno e sua áurea iluminada exteriorizam que o que ele vê é lindo, é DIVINO.

Todos os povos, todas as criaturas, independente do tempo, sempre hão de buscar a liberdade. A Passagem e a peregrinação é fundamental, sem ela não há essência, não há individuação, não há transformação, não há unidade com a fonte SUPREMA.

Que a Páscoa , essa data tão simbólica, com tamanha energia, circule em mim, em você, a busca pela PASSAGEM.
Que a figura de Cristo seja o nosso maior exemplo de Peregrino a ser seguido!

domingo, 6 de abril de 2014

Sequestrador

Alguns caminhos me trouxeram para algo que eu achava não precisar, ou melhor,  que eu dizia que um dia procuraria, mas o faria por amor a essa ciência linda que é estudar a alma humana.
Pois bem, esse tempo chegou e no dia 8/03 estava eu sentada de frente a uma figura que mudaria um tanto o meu caminhar, ou para onde caminhar.  Sim, estou fazendo analise! Mas repito,  procurei por isso porque quero estudar, aprofundar conhecimentos... (Como sou uma boa caçadora de ilusões... rsrsrs)
Ora, qual outro motivo eu teria para ir à busca disso?!
Me conheço, sei que sou , conheço e tenho responsabilidade sobre todos os meus defeitos, das minhas virtudes então! Sou super reflexiva, tenho tudo internamente bem organizado. Sei para onde vou, onde quero chegar, tenho meus objetivos.
Outro motivo não teria, apenas estudar.  Eu só queria ajuda técnica e especializada para resumir em poucas horas tudo o que se aprende em anos de estudo de psicologia.
Modesta eu né?!
Estou na indo para a 4º sessão, e... A casa caiu! Destelhei o meu telhado, estou no relento sem certeza alguma.
Sei lá, nem sei se deveria compartilhar algo assim, mas como o blog se chama diário de uma vida em evolução, não hesitei. Me deu uma vontadinha de escutar, ou ler um comentário camarada que só venha a confirmar: “ É assim mesmo, fica tranqüila!
 Agora, sem falsa modéstia e nem maldade, uma espécie de sentimento me deixa tranqüila, não segura e muito mesmo convicta, mas tranquila, calma, em paz.
Imagine que esses dias eu pude ser apresentada ao Seqüestrador. (Calma, não mudei o assunto, ainda estou falando de mim, da minha loucura e da minha analise) Pois então, falei com o seqüestrador. O Sequestrador não é uma figura ruim e nem má, apenas seqüestra.
Eu tinha e ainda tenho dentro de mim um personagem chamado Sequestrador. Ele me disse que só faz isso, me seqüestra de mim mesmo, porque eu não me relaciono bem comigo. Porque eu não me ouço, porque eu não me permito entender o que se passa, então ele é obrigado a seqüestrar minha consciência, e agir, tomar a frente da situação.
Loucura? Também achei num primeiro momento, mas quando fui dando voz para essa figura, pude compreender quantos de nós temos seqüestradores internos. Quer ver só?
Quando agimos mediante a um padrão social, quando seguimos cegamente linhas traçadas por conveniências, quando carregamos nossas caricaturas mediante ao mundo que habitamos, estamos sendo seqüestrados.
Eu questionei porque ele faz isso, e sabe qual foi a resposta? “Ora, não é vc que gosta de estar a frente de tudo e de todos e que gosta de deter todos os conhecimentos?! Se eu não lhe aprisionar vc não será essa imagem de força e audácia que quer estampar.
O Sequestrador é um aliado. Prende-me a margem de mim mesmo para que eu não pague mico de me expor mediante ao mundo.
Quando disse a ele que não queria mais ser refém e seqüestrada, se mostrou triste. E hoje eu entendo porque, porque ele é um pedaço de mim que me protege e já consegue mensurar que sofrerei a medida que eu realmente me deparar com a minha sublime realidade.
Que choque! Sou alguém que se permite ser seqüestrada, ser refém, porque não se conhece em profundidade. Logo eu, tão certa e convicta de tudo...
Sabe, me lembrei de Pedro, apostolo de Jesus, que disse ao nosso Mestre ainda em vida terrena que estaria pronto para ser preso e morrer com o senhor. Jesus neste episódio respondeu: “Eu digo a você, Pedro, que hoje mesmo, antes que o galo cante, vc dirá três vezes que não me conhece.”
Jesus, não era mágico e nem adivinho, apenas conhecedor profundo da psique humana, sabia que Pedro era refém de um personagem austero.
O que me alivia um pouco é saber que, agora, vou à busca de mim em passos lentos, negociando de forma amigável meu resgate.
 Aos que não desistiram do texto e chegaram até aqui informo: Como estou em negociação com o meu seqüestrador, ora ele me permitirá romper com o racional, ora seguirei sua refém seguindo os padrões. Se esse post soar a 1º opção, ficarei levemente empolgada, pois é sinônimo que a minha negociação comigo está surtindo efeitos.

 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Manifestar-se...

O Poder da manifestação, talvez seja o maior de todos os poderes que Deus nos concedeu!Hoje, em quanto escuto a natureza se manifestar em um céu encoberto por nuvens escuras e carregadas e por seus reluzentes raios e trovões, me ponho a me refletir sobre esse poder...

Num dia desses em um grupo de estudo do qual faço parte , ouvi em oração palavras de agradecimento de uma senhora . Ela agradecia por ainda manter o poder de se Manisfestar. No auge dos seus 80 ela agradecia por ter a graça da manifestação.

Eu, de olhos fechados buscando conexão com o poder supremo e auxiliando na corrente de boas energias de nosso grupo fui sugada por um ponto de interrogação. Como eu nunca me atentei a algo tão profundo? Agradecer por ter a condição de se manifestar! Como eu tenho me manifestado? Eu tenho utilizado esse recurso?

Por um instante me vi num corpo adoecido, sem condições de fala... Sem poder falar onde dói, o que me irrita, o que me agonia, o que me comove, o que me ganha, o que me perde, o que me abala, o que me encanta, o que me agrada.... E voltando pro meu corpo saudável, apto para os todos os sentidos não pude deixar de pensar que estou a desperdiçar tal recurso, tal poder, tal presente...

Senti-me envergonhada por não valorizar, por não saber utilizar essa ferramenta que a minha irmã experiente zela e agradece a Deus por ainda conceber.

Buscamos tantos poderes, buscamos tantas conquistas que não conseguimos apreciar aquilo que já é nosso, que nos pertence, mas que a qualquer momento, por um capricho do destino ou por uma consequência dos anos vamos perder.

Fico a pensar ainda que esse tal poder quase sempre é utilizado para manifestar palavras rudes, reclamações, depreciações de tudo e todos. Tudo bem, é um manifesto. Mas e se tivéssemos uma contagem, uma espécie de relógio controlador de manifestações, se tivéssemos um tempo... Ex: Aos 40 vc perderá esse poder! De que forma usaríamos essa ferramenta sabendo que a mesma tem tempo e hora para acabar?

Será que ainda assim passaríamos 40 anos reclamando do governo, da sociedade, do mundo, da justiça, do sistema religioso, dos nossos pais, vizinhos, parentes, da promoção que não ganhamos, do reconhecimento que não veio, do imposto, do preço do pão e etc. Simplesmente jogando palavras ao vento.

Eu confesso, tenho tantas coisas que tenho medo de manifestar que acabo por não fazer, porém me vejo desperdiçando energias com manifestação do escalão que citei acima. Mas pensando no tal "marcador" chego a ter agonia de pensar que o tempo está passando e que poderei perder o tempo, o momento, a oportunidade...Não são reclamações, são sentimentos, emoções, desabafos.

Manifestar o que realmente sou! Não, essa Suellen que alguns conhecem não é personagem e nem tipo, mas acredite, sou muito mais "aquilo" que vcs não podem ver.

Desculpe se vou ofender, mas todos, sem exceção, somos o que não manifestamos.

E sabe, olhando pra minha irmã natureza eu reflito cá com os meus botões: Ela não deixa de ser linda, encantadora, soberana, só porque num belo dia ela decide emburrar-se e se debulhar em lágrimas pesadas, lagrimas que muitas veses em sua força faz estragos.

A Natureza não perde sua Divindade só porque sua manifestação de fúria machuca o homem...

O MAR não deixa de ser Majestoso mesmo quando manifesta-se traiçoeiro engolindo em sua profundeza vidas que deixam saudade.

A ROSA não deixa ser bela mesmo quando tira sangue das mãos que acolhe, manifestando-se em defesa.

E mesmo com esses exemplos e consolo eu ainda tenho receio de me deparar com a minha fúria, com a minha defesa, com a minha destruição, ainda tenho medo de exteriorizar aquilo que já se manifesta no recôndito do meu EU.

Ahhhh, depois daquele dia e daquela oração, eu peço... Peço a Deus que eu tenha coragem de manifestar-me, peço a Deus que eu tenha sabedoria de fazer, peço ao meu Pai que seja paciente comigo e faça o meu "contador" ser longo... rsrs

Peço a Deus que o meu poder de manifestação não seja superfulo e mundano, nem rebelde, que seja profundo, que seja intenso, pode até ser feio mas que não perca a Divindade que habita em mim.

E neste momento... os meus sentidos observam o exteriorizar do universo numa sinfonia de sons, imagens e sentir...

(Bombinhas, 10 de março de 2014)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Valer a pena...

Todos os acontecimentos a mim são importantes, e tudo por mais pequeno que seja, rende pano pra fazer um jogo completo de cama king size. kkkk
Desta forma, tentar escolher algo especifico para concentrar energias e render divagações particulares é um tanto difícil...
Desde a minha ultima postagem aqui, já vivi uma avalanche de emoções e sentimentos, situações diversas, situações tão triviais mas tão impactantes...
Mas em meio a solidão citada anteriormente, em meio a solidariedade buscada, em meio a tristeza de algumas decepções, em meio a alegria de momentos peculiares, teve uma expressão que mexeu comigo; "TUDO VALE A PENA". É engraçado, mas depois dessa expressão dita a mim por um amigo, uma sincronicidade universal me apresentou por duas vezes o seguinte pensamento de Fernando Pessoa "Tudo vale apena quando a alma não é pequena"

Então, faço a leitura que o universo carinhosamente quer me codificar uma mensagem, um carinho, um alerta, um puxão de orelha, algo que me dar, me ensinar, me notificar...
Não acredito em coincidência, acredito que tudo que nos chega, seja por onde chega, é direcionado e dedicado a cada um em especifico.

Você já se sentiu assim tocado por uma situação, musica, poesia, leitura, encontro?
Se já, bem vindo ao clube dos comunicadores sensitivos ou imaginativos. Se eu disser que isso é ruim estarei me fazendo de arrogada, porque é tão gostoso se sentir acarinhada por uma força maior, saber que alguém cuida de você, zela e interage pela sua evolução...
Mas é preciso cuidado! Interpretar esse sinais carece de uma amadurecimento psicológico porque caso contrário poderemos de forma vitimada fazer leituras que só circula o nosso interesse e opinião.

Pois bem, longe desse amadurecimento psicológico vou riscar um esboço que certo ou errado, está aqui dentro de meu peito.
Diante das 3 vezes que a expressão "Tudo Vale apena" chegou... Me peguei questionando o que de fato valia a pena....
E hoje quando saí da casa de meus pais, de um tradicional almoço em família, de um bate papo de opiniões diversas, de um encontro com personalidades tão diferentes.... pude compreender o quanto valeu apena ter nascido ali, naquele seio...
Valeu a pena as brigas, as desavenças, os ressentimentos, os bicos, os risos e abraços. Valeu a pena ter sido a filha pródiga depois de quase 25 anos de submissão conformada, valeu a pena ser a soma de erros e acertos daquelas figuras ao qual chamo de PAI E MÃE.
E pensar que os meus pais já foram motivos de tantas lagrimas acompanhada de tantas reflexões e julgamentos... Já os culpei, confesso, por ser assim...Assim, essa Suellen que vos escreve.
Mas indo mais fundo, entendi quê o que me difere dos meus inúmeros irmãos nessa terra não são minhas qualidades, e sim os meus defeitos. São eles que me impulsionam para a minha individuação e graças a eles, os meus defeitos, que me esforço para ser melhor.
Bendito sejam ELES, meus pais, por terem esculpido em mim suas dores, seus traumas, além claro, dos ensinamentos, valores e amor, pois hoje sei que valeu muito a pena, porque a alma deles..... Ahhh a alma deles!! São seres de almas sedentas por amor.

O que me enche de alegria é ter tido o insight capaz de clarear os meus olhos e ver em tempo capaz de ser vivido quão importante é o erro, o que não deu certo... Pois é depois dessa compreensão que as minhas criticas cedem espaço para a tolerância, que deixo de ser mártir de um mundo utópico e de fato passo a contribuir para o acerto, para  fazer dar certo.

Posso andar por caminhos tortos e escuros, mas o que me guia é a certeza que tudo vai valer a pena, porque hoje, hoje minha alma não é assim uma Brastemp, mas busca algo, busca melhorias, busca amar...
Houve um tempo em que eu busquei apenas justificativas, hoje eu busco alternativas!




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Meio Assim...

Já passei da fase de achar que eu não sou normal, quer dizer, ainda tenho recaídas... kkkk
Eu tenho umas vontades loucas de exteriorizar em palavras coisas que nem eu sei o que é, mas a vontade está lá, chega a me tirar a paz, me traz  uma certa aflição, como se eu estive em atraso com algum trabalho tendo hora e dia para entrega.
Aí, tento buscar inspiração, intuição, para tentar desvendar o que o meu lado oculto quer escrever, fico quietinha, introspectiva, ao ponto de me irritar comigo mesmo, pois tem horas que sinto que estou chata, mas mesmo que eu tente sair da introspecção, algo me segura no casulo, dizendo... Ainda não está no tempo! E de repente os sinais...
Leio uma postagem no face aqui, outra acolá, escuto conversas de companheiros, diálogos de afetos sagrados, leio o que estou sentindo, observo minhas atitudes... e pluft, o tema sugi, e será SOLIDÃO!!

Essa semana diante da minha introspecção forçada por mim mesmo me peguei num seguinte dialogo com o meu marido, onde era mais ou menos assim...
Marido: O que foi amor? Porque está com essa cara? "Meio assim"....
Eu: Nada, estou assim porque vc tbm está "meio assim"...
Marido: Ahhh meu bem, estou cansado..
Eu: Pois é, tbm estou cansada...

"Meio assim" quem nunca viveu essa emoção?! hahaha. Nós somos bom nessa coisa de neologismo...
Pois bem, ficar "meio assim" é quando estamos com aquela cara de cachorro pedinte, desejosos de algo, seja de descanso, de dinheiro, de carinho, ou de um simples abraço...E neste momento, a perigosa solidão nos ronda, louca para nos acorrentar em sua correntes frias.
Quando ficamos "meio assim", o erro mais grave que cometemos é querer que o outro num ato sobrenatural de adivinhação consiga ler em nossos recônditos o que queremos. Tente sentir o tamanho da complexidade da situação, muitas vezes nem nós sabemos o que queremos de fato, mas ficamos indignados porque o outro não adivinhou, é mole?! E aqui, neste ponto exato nos emburramos, nos isolamos, nos vitimamos e nos damos de bandeja para a solidão.
E isso não é particularidade de relacionamento conjugal, em todos os relacionamentos isso acontece. Desejamos que o chefe perceba que estamos num mal dia e alivie a nossa carga, desejamos que a mãe perceba nossa vontade de comer aquela comidinha e nos convide para um almoço inesperado, desejamos que o amigo perceba nossa necessidade de conversar e arquitete um café ou um happy hour, desejamos que o mundo pare, porque hoje precisamos de um respiro...
Mas e porque não falar?? Porque queremos ser surpreendidos, tem que haver a magia da homenagem, queremos ser homenageados.
Homenageados?? Sim. Ora, por todas as coisas que fazemos, por todos os serviços que prestamos, por todo o carinho que damos, pelo amor que distribuímos...Hãm??
Pasmem, mas a Solidão nos abraça porque caímos na cilada de dar e receber. Queremos sim receber com juros e correções tudo aquilo que damos, muitas vezes é num ato inconsciente, mas é esse inconsciente que nos arma a tal cilada e nos faz ficar "meio assim".
E depois de se fazer refém dessa Solidão, o preço do resgate é um tanto alto...

Vinicius de Moraes deixou uma escrita linda sob o titulo "Da solidão" onde ele cita o seguinte;

"Não, a maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre." 

A maior solidão é a do ser que NÃO AMA. Se queremos recompensas, reconhecimento, será que realmente estamos distribuindo AMOR? (Digo AMOR no intuito de resumir todos os demais adjetivos)

Ao invés de esperar em nossos tronos inconscientes  vamos descer do mesmo e dar aquilo o que estamos sentido falta. Se sentimos necessidade de um abraço, demos um abraço, se sentimos falta de um elogio, elogiemos, se sentimos falta de uma compreensão sejamos nós compreensivos...
Fácil? Não é... Mas posso garantir que é gratificante!
Não sejamos nós os que semearam pedras do alto de uma torre fria e desolada... 

Ao invés de sermos SOLITÁRIOS vamos ser SOLIDÁRIOS...
 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Caminhada...

Eu faço uma alegoria da vida onde a mesma é uma longa trilha e que somos andarilhos percorrendo por tal caminho.
Começamos sozinhos e no decorrer da caminhada vamos somando e angariando companheiros de jornada. Junto deles subimos montanhas, despencamos ladeiras, enfiamos o pé na lama, vislumbramos cenas lindas e compartilhamos momentos de felicidade. Brigamos, nos zangamos e em vários kms dessa jornada caminhamos em silencio, ressentidos com os nossos companheiros de trilha da vida.
Nessa trilha há os caminheiros experientes... Alguns sábios, que tentam transferir de forma serena conhecimentos e dicas. Outros marcados por traumas, que tentam de forma autoritária liderar a matilha usando da coação para manter seus estimados "protegidos", eles não são maus são apenas refém de situações que não conseguiram superar.
Nessa trilha tbm há os iniciantes...Alguns extrovertidos, que vem destemidos e confiantes em vencer a trilha. Alguns inibidos, quem vem e seguem a marcha da caminhada sem contestar porque tem receio, incertezas e inseguranças.
Geralmente nessa mistura entre calouros e velha guarda, conflitos de todos os tamanhos se instalam tirando a paz e a harmonia da jornada, mas trazendo doses interessantes de expansão de consciência e  introspecção, permitindo aqui crescimentos individuais.
Alguns diminuem as passadas e optam em ficar pra trás, outros aceleram e por sua vez tbm se distanciam, outros sentam em alguma pedra e se acomodam, mas em nenhuma das situações, o intimo de cada andarilho deixa de latejar a vontade de vencer a trilha com Glórias.
Claro que, para alguns Glória é chegar sem alarde, de mansinho, mesmo que demorado. Para outros é chegar com diferença dos demais, com reconhecimento e louros. Outros ainda, é chegar de forma astuta, nem que pra isso seja preciso prejudicar os companheiros.

Pensei nisso tudo não com o intuito de opinar quem são os certos ou errados, apenas de conseguir entender que mesmo aquele que me restringi, que me breca, que não me entende, que aquele que saiu na frente e me deixou, que aquele que não me acompanhou e ficou pra traz, que aquele que preferiu a inércia da acomodação e tbm me deixou partir sozinha, não são meus desafetos e opositores, são andarilhos como eu em busca de chegar....Porém cada qual com a sua resistência, seus limites emocionais e seus pensamentos. 

 Mas sabe...
Em algum instante dessa caminhada, uma vontade louca de sair de cena vai nos invadir.. Não estou me referindo a interromper o percurso e muito menos um ato de desamor com os nossos parceiros de trilha, se negando a compartilhar com eles dessa travessia, não! Inclusive, esse momento sempre é fruto de discórdia, pois quase sempre não somos entendidos quando desejamos exteriorizar essa vontade, que nada mais é uma necessidade de poder subir num cume bem alto, mas muito alto mesmo, e lá de cima, sozinho consigo mesmo, visualizar tudo o que já foi caminhado e tentar ter uma projeção do que ainda virá, mesma que seja nebulosa. Necessidade essa, que não se limita a uma personalidade especifica, todos nós temos, mas  poucos tem coragem de se permitir.

Muitos vão seguir a massa sem maiores permissões a si mesmo, outros talvez não cheguem até o final (relativamente) porque se permitiram...
Felizmente nessa caminhada não existe uma ciência exata, o que existe é a certeza que  a cada momento cada um de nós compõe suas possibilidades e independente qual seja a criada por nós, a mesma é vital e DIVINA para a nosso despertar.

COMO ESTÁ O NOSSO TRILHAR PELO CAMINHO DA VIDA?